quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


Terremoto arrasa capital do Haiti; mundo prepara ajuda

da Folha Online



As comunicações foram em grande parte interrompidas, tornando impossível obter um quadro completo sobre os danos, enquanto vários tremores que se seguiram ao grande sismo continuaram a assustar a população do país, onde muitas construções são precárias. A eletricidade foi cortada em alguns lugares.
O Haiti é o país mais pobre do Ocidente. O Brasil comanda cerca de 7.000 soldados da Força de Paz da ONU (Minustah) no Haiti, enviada ao país em 2004, e tem cerca de 1.300 homens na região. O Ministério da Defesa informou, por meio de nota, que houve "danos materiais" em instalações usadas por brasileiros, mas não citou vítimas.

Jornalistas da agência Associated Press descrevem danos graves e generalizados pelas ruas, onde sangue e corpos podem ser vistos. Segundo a agência, dezenas de milhares de pessoas estão desabrigadas.

Muitas pessoas gravemente feridas se sentam nas ruas, á espera de ajuda médica vária horas depois do terremoto. Em praças públicas, milhares de pessoas cantam hinos e se dão as mãos.

A maior parte dos 9 milhões de haitianos vivem em profunda pobreza, e, após anos de instabilidade política, o país não tem normas reais de construção. Em novembro de 2008, após o colapso de uma escola em Petionville, o prefeito de Porto príncipe estimou que cerca de 60% por cento dos edifícios eram construídos de forma precária.

Ajuda

Várias entidades internacionais e governos prometeram ajuda para as vítimas e para a reconstrução do Haiti.
O Banco Mundial, cujos escritórios em Porto Príncipe desabaram, afirmou nesta terça-feira que estava pronto para enviar uma equipe ao país para avaliar a extensão dos danos causados pelo terremoto.
O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) anunciou um subsídio de emergência de US$ 200 mil para fornecer comida, água, remédios e abrigo para as vítimas, e a ONU anunciou que está preparando um enorme esforço internacional no Haiti
Governos de países como França, Canadá, Brasil, Venezuela Colômbia, México e El Salvador prometeram ajuda.
Logo após o terremoto, o presidente americano, Barack Obama, disse que seus "pensamentos e orações" estão com o povo do Haiti e prometeu ajudar "em tudo o que puder".
O governo americano informou que o Departamento de Estado, a Usaid (sigla em inglês da agência do governo americano para ajuda externa) e os militares do país estavam trabalhando para coordenar uma avaliação da situação e toda a assistência possível.


(texto retirado parcialmente do Site:  http://www1.folha.uol.com.br/)

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